BUDDHA

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SHAKYAMUNI BUDDHA

Siddhartha ("aquele que atinge seu objetivo") Gautama cresceu como filho de um governante do clã Shakya. Sua mãe morreu sete dias após o parto. Um homem santo, entretanto, profetizou grandes coisas para o jovem Siddhartha: ele seria um grande rei ou líder militar, ou seria um grande líder espiritual.
Para proteger seu filho das misérias e do sofrimento do mundo, o pai de Siddhartha o criou na opulência em um palácio construído apenas para o menino e o protegeu do conhecimento da religião, das adversidades humanas e do mundo exterior.


Ele se casou aos 16 anos e teve um filho logo depois disso, mas a vida de reclusão mundana de Siddhartha continuou por mais 13 anos.
O príncipe atingiu a idade adulta com pouca experiência do mundo fora das paredes do palácio, mas um dia ele se aventurou a sair com um cocheiro e foi rapidamente confrontado com as realidades da fragilidade humana: Ele viu um homem muito velho, e o cocheiro de Siddhartha explicou que todas as pessoas crescem velho.


Perguntas sobre tudo o que não havia experimentado o levaram a fazer mais viagens de exploração e, nessas viagens subsequentes, ele encontrou um homem doente, um cadáver em decomposição e um asceta. O cocheiro explicou que o asceta renunciou ao mundo para buscar a libertação do medo humano da morte e do sofrimento.


Siddhartha foi vencido por essas visões e no dia seguinte, aos 29 anos, ele deixou seu reino, sua esposa e seu filho para seguir um caminho mais espiritual, determinado a encontrar uma maneira de aliviar o sofrimento universal que agora ele entendia ser um dos traços definidores da humanidade.


Pelos próximos seis anos, Siddhartha viveu uma vida ascética, estudando e meditando usando as palavras de vários professores religiosos como seu guia.


Ele praticou seu novo modo de vida com um grupo de cinco ascetas, e sua dedicação à sua busca foi tão impressionante que os cinco ascetas se tornaram seguidores de Siddhartha. Quando as respostas às suas perguntas não apareceram, porém, ele redobrou seus esforços, suportando a dor, jejuando quase até a fome e recusando água.


O que quer que ele tentasse, Siddhartha não conseguiu atingir o nível de compreensão que buscava, até que um dia uma jovem lhe ofereceu uma tigela de arroz. Ao aceitar isso, de repente percebeu que a austeridade corporal não era o meio de alcançar a liberação interior e que viver sob severas restrições físicas não o ajudava a alcançar a liberação espiritual.


Então ele comeu seu arroz, bebeu água e se banhou no rio. Os cinco ascetas decidiram que Siddhartha havia desistido da vida ascética e agora seguiria os caminhos da carne, e eles prontamente o deixaram.


Naquela noite, Siddhartha sentou-se sozinho sob a árvore Bodhi, jurando não se levantar até que as verdades que procurava viessem a ele, e meditou até o sol nascer no dia seguinte. Ele permaneceu lá por vários dias, purificando sua mente, vendo sua vida inteira, e vidas anteriores, em seus pensamentos.


Durante este tempo, ele teve que superar as ameaças de Mara, um demônio do mal, que desafiou seu direito de se tornar o Buda. Quando Mara tentou reivindicar o estado de iluminação como seu, Siddhartha tocou o solo com a mão e pediu à Terra que testemunhasse sua iluminação, o que ela fez, banindo Mara.


E logo começou a se formar em sua mente uma imagem de tudo o que ocorria no universo, e Siddhartha finalmente viu a resposta para as questões do sofrimento que ele havia buscado por tantos anos. Naquele momento de pura iluminação, Siddhartha Gautama se tornou o Buda.

Fonte base: www.histoy.com

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Eihei Dōgen Zenji

Dōgen Zenji, também conhecido como Dōgen Kigen, Eihei Dōgen ou Koso Joyo Daishi, foi um mestre Zen-Budista japonês nascido em Kyoto, fundador da escola Sōtō Zen.


Figura religiosa proeminente em seu tempo, bem como um filósofo importante. Dōgen é muito conhecido pela sua coleção de textos, tendo como principal o "O verdadeiro Tesouro do Olho do Dharma" ou Shōbōgenzō, uma coleção de noventa e nove fascículos relacionados a prática budista e a iluminação.


Dōgen nasceu em 1200, em Kyoto, então capital imperial do Japão. Filho de nobres, perdeu o pai aos três anos e a mãe aos oito. Dōgen ainda criança já evidenciava sua inteligência brilhante. Conta-se que, com quatro anos, lia poesia chinesa, e com nove anos leu uma tradução chinesa do Tratado sobre o Abhidharma (coleção de explicações de monges eruditos sobre ao que disse Buddha).


O sofrimento que experimentou com a morte de seus pais, sem dúvida alguma imprimiu em sua mente sensível a consciência da transitoriedade da vida e o motivou a seguir a vida de monge.

Escrito por Monge Taigen, Zendobrasil/RJ, Aluno de Coen Roshi.

Fonte: http://www.viazen.org.br/si/site/0125/p/Mestre%20Dogen

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Keizan Jōkin Zenji

Seguindo Dōgen Zenji, a luz do Darma foi transmitida a Ejo Zenji, em seguida para Gikai Zenji, e mais tarde para Keizan Zenji, que foi o quarto ancestral na linhagem da Escola Sōtō Zen.


Keizan Zenji nasceu em 1264 na Província de Echizen, onde fica atualmente a Prefeitura de Fukui. Sua mãe, Ekan Daishi, era devota de Kannon Bosatsu (Avalokiteshvara), Bodisatva da compaixão. Diz-se que ela estava a caminho de uma pequena capela dedicada a Kannon quando deu à luz. Por esse motivo, o nome que Keizan Zenji recebeu ao nascer foi "Gyosho" (Prática-Vida).


Aos 8 anos de idade ele raspou a cabeça e entrou em Eiheiji, onde ele iniciou sua prática sob o terceiro abade, Gikai Zenji. Aos 13 anos de idade ainda em Eiheiji, foi oficialmente ordenado monge sob Ejo Zenji. Após a morte de Ejo Zenji ele praticou sob Jakuen Zenji em Hokyoji, localizado na atual Prefeitura Fukui. Observando que Keizan Zenji ainda não havia desenvolvido sua habilidade para liderar monges, Jakuen Zenji o escolheu para ser ino, o monge encarregado da prática dos outros monges.


Diferente de Dōgen Zenji, que explorava em profundidade o eu interior, Keizan Zenji se destacou ao olhar para fora e espalhar corajosamente os ensinamentos. Para a Escola Sōtō Zen, os ensinamentos desses dois fundadores estão intimamente conectados. Ao espalhar largamente o Caminho de Buda, um deles tinha um método mais internalizado enquanto o do outro era mais externo.

Fonte:http://www.viazen.org.br/si/site/0126/p/Mestre%20Keizan

Shingetsu Coen Roshi

Tendo iniciado seus estudos budistas no Zen Center de Los Angeles, foi ordenada monja em 1983, ano em que foi para o Japão, onde praticou e estudou o Zen Budismo por 12 anos, 8 dos quais no mosteiro feminino Aichi Senmon Nisodo e Tokubetsu Nisodo, em Nagoya.​

Obteve o título de mestre pela tradição Sōtō Shu, linhagem da qual é missionária oficial e participou de diversos treinamentos monásticos.

Ao retornar ao Brasil, em 1995, assumiu a liderança da sede da linhagem Sōtō Shu para a América do Sul, sediada no Templo Bushinji, posto no qual permaneceu por 6 anos.

Em 1997, tornou-se a primeira mulher e primeira pessoa de origem não-japonesa a assumir a presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil, posição que ocupou por um ano.

É a primaz fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil e abadessa do templo Taikozan Tenzuizenji, sediado em São Paulo-SP, no bairro Pacaembu.​

Busca promover a não violência e o estabelecimento de uma cultura de paz, por meio de encontros educacionais, inter-religiosos e da promoção de atividades como caminhadas Zen e Sesshins (retiros de prática zen budista).​


É membro da Comunidade White Plum Asanga, da linhagem de Hakuyu Taizan Maezumi Roshi, um de seus mestres, e representa o Budismo Socialmente Engajado, o Zen Peacemakers no Brasil.

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Zenzui Kōjun Sensei

​Iniciou seus estudos zen budistas sob a orientação de Shingetsu Coen Roshi em 2006.

Em 2010, fundou a Comunidade Zen Budista de Ribeirão Preto | Zendo Brasil e recebeu a ordenação monástica pela tradição Sōtō Shu de sua mestra e orientadora, Monja Coen Roshi, em 2011.

Segue praticando e difundindo o Dharma e liderando esta Comunidade em Ribeirão Preto-SP, bem como mantém seu vínculo, treinamentos e práticas junto à Comunidade Zen Budista Zendo Brasil em São Paulo.



Além de suas atividades monásticas, dedica-se à prática docente desde 2000, dentre outras atividades profissionais.

Graduou-se em Arquitetura e Urbanismo em 2010, área na qual vem atuando desde então.

Anteriormente, graduou-se em Psicologia no ano 2000 e obteve o título de Mestre em 2004 pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.